Comércio e serviços manifesta ‘preocupação’ no Banco Central

Frente parlamentar e entidades alertam para riscos jurídicos e sistêmicos com questionamentos à liquidação e inspeção no Banco Central

A Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS) e a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS) manifestaram preocupação, nesta terça-feira (6), com os desdobramentos da liquidação extrajudicial do Banco Master e com a inspeção aberta pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no Banco Central.

Em nota conjunta, as entidades afirmaram ter “total confiança” na atuação técnica do Banco Central e alertaram que qualquer tentativa de reverter a liquidação do Banco Master ou de interferir em instâncias técnicas pode gerar insegurança jurídica, ampliar riscos sistêmicos e prejudicar o ambiente de negócios.

O TCU instaurou inspeção no Banco Central para apurar os procedimentos adotados no processo de liquidação extrajudicial da instituição financeira. O instrumento é utilizado para suprir eventuais lacunas de informação e esclarecer pontos específicos identificados durante atividades de controle.

Segundo a FCS e a UNECS, processos de liquidação extrajudicial envolvem medidas complexas e de difícil reversão, justamente para preservar o valor dos ativos, proteger o sistema financeiro e evitar efeitos adversos em cadeia. Para as entidades, o enfraquecimento dessas decisões técnicas pode criar um precedente institucional preocupante, com impactos sobre crédito, investimentos, emprego e atividade econômica.

A nota destaca ainda que o setor de comércio e serviços depende de um ambiente macroeconômico estável, previsível e sustentado por instituições “fortes e respeitadas”. Qualquer sinal de fragilização desse arranjo, afirmam as entidades, gera incertezas que afetam toda a sociedade.

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