Ciro vê perseguição política contra ele e diz que não será parado

Senador e pré-candidato à reeleição afirma que vem sendo alvo de ataques políticos em períodos eleitorais desde 2018

O senador e presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira (PI), voltou a se pronunciar nesta segunda-feira (12) sobre a operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o parlamentar na última quinta-feira (7), quando foi cumprido mandado de busca e apreensão contra ele.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador afirmou ser vítima de perseguição política e negou qualquer envolvimento em irregularidades. Segundo ele, episódios semelhantes já ocorreram em outros períodos eleitorais, posicionamento que sugere que Nogueira seguirá firme na sua pré-campanha ao Senado este ano.

“Não é a primeira vez que sou vítima de ataques em ano eleitoral. Mas essa tática não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora”, declarou.

Durante o pronunciamento, Ciro Nogueira disse que jamais recebeu recursos ilícitos e afirmou confiar na investigação conduzida pelas autoridades.

“Sobre as acusações que estou sendo vítima, eu posso garantir: nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade, que seja neste caso ou em qualquer outro”, afirmou.

Na sexta-feira (8), o parlmentar havia se manifestado por meio de nota, onde destacou que a operação seria “tentativa de manchar a honra” dele.

O senador também rebateu suspeitas relacionadas às empresas de sua família. Segundo ele, os valores citados na investigação representam uma parcela pequena do faturamento do grupo empresarial.

“Meu pai construiu uma empresa com muito sacrifício e graças a Deus ela tem muito sucesso. Agora inventaram que recebi ilegalmente valores por meio dessas empresas. Valores que não chegam sequer a 1% do faturamento anual”, disse.

Ainda no vídeo, o presidente do PP citou uma rede concessionária de motocicletas ligada à família, que, segundo ele, movimenta cerca de R$ 400 milhões por ano. De acordo com o parlamentar, depósitos apontados pela investigação seriam compatíveis com a atividade comercial da empresa.

“Muitas peças e serviços são pagos em dinheiro. Tudo com nota fiscal, tudo descrito em contabilidade, que uma auditoria pode ser feita por quem quiser”, argumentou.

Ao comentar o tema, o senador afirmou que o fundo garantidor mencionado é privado e financiado pelos bancos, sem utilização de recursos públicos. Segundo ele, a proposta buscava beneficiar correntistas e pequenas empresas.

“Este fundo garante os correntistas, não os bancos”, afirmou.

Na parte final do pronunciamento, o parlamentar disse ter a consciência tranquila e afirmou acreditar que conseguirá provar sua inocência.

“Acusações, todos os políticos em algum grau já sofreram. Ainda mais um presidente de um grande partido com muita influência, como é o meu caso. Agora, comprovar é outra história”, disse.

Ciro Nogueira concluiu afirmando que considera as acusações “um roteiro absurdo de ficção” e declarou confiar que os fatos esclarecerão o caso.

“O povo do Piauí me conhece, sabe que isso não passa de um roteiro absurdo de ficção contra mim. Com o tempo e com os fatos, nós vamos desmascarar mais essas mentiras de quem tenta me parar.”

Veja abaixo o vídeo completo:

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