Carlos cobra posição da direita contra prisão de Bolsonaro
Vereador vê o silêncio como alinhamento para 'aniquilar' ex-presidente

O vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL-RJ), criticou nesta segunda-feira (29) em suas redes sociais a omissão de partidos ligados à direita em relação à situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso em prisão domiciliar, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Jair Bolsonaro está preso desde o dia 4 de agosto, após quebra de medida cautelar, impostas pelos ministros Alexandre de Moraes, completando quase 60 dias em cárcere domiciliar.
“São quase 60 dias preso, mais 60 dias de tornozeleira eletrônica, incomunicável, censurado nas redes sociais e vigiado por agentes do Estado 24 horas por dia. Já se passaram mais de 120 horas em que Jair Bolsonaro continua sendo torturado, enquanto as cautelares utilizadas para justificar mais covardias contra sua pessoa não têm respaldo legal em seu caso”, disse Carlos.
Na publicação, Carlos relembra a trajetória de perseguição que sofre o ex-presidente desde 2018, quando foi vítima de um atentado a facada. Ele também destaca “Os abusos do ministro relator, que mais uma vez não cumpre a lei ao não soltar o último presidente do Brasil – já que ele sequer foi denunciado – transformam novamente o Estado Democrático de Direito em uma piada de mau gosto”, acrescentou.
Moraes foi o relator da ação que condenou Bolsonaro e outros aliados a 27 anos e 3 meses de prisão na 1ª Turma do STF, após tentativa de golpe de Estado nas eleições presidenciais de 2022.
Carlos classificou o tratamento dado a Bolsonaro como tortura.
“Tentaram matá-lo com uma facada, ele vem sendo perseguido implacavelmente pelo sistema desde 2019 e, até em um pós-operatório de mais de 12 horas, foi orquestradamente recebido por um oficial de justiça, fazendo sua pressão explodir”, destacou.
O vereador criticou veementemente a postura de lideranças que permanecem em silêncio diante do que chama de “prisão, censura e destruição psicológica, física e eleitoral da maior potência política do país”.
Carlos classifica o movimento de silêncio como um alinhamento para “aniquilar” Bolsonaro.