Bolsonaro recebeu 206 atendimentos médicos, aponta decisão de Moraes

Média de três atendimentos ao dia durante período na Papudinha embasou concessão de prisão domiciliar por 90 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar por 90 dias, após alta médica, para tratamento de broncopneumonia. A medida atende a pedido da defesa e teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.

A decisão estabelece o uso de tornozeleira eletrônica e proíbe celulares, redes sociais e qualquer meio de comunicação, inclusive por terceiros. Em seguida, Bolsonaro passará por perícia médica que poderá definir prorrogação da medida ou retorno ao sistema prisional.

No despacho, Moraes detalha a rotina do ex-presidente durante os 56 dias em que esteve custodiado na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília, entre 15 de janeiro e 11 de março. Nesse período, foram registrados 206 atendimentos médicos, média de três por dia, além de 18 sessões de fisioterapia e 48 atividades físicas.

O documento também aponta que Bolsonaro recebeu visitas frequentes de familiares, incluindo Michelle Bolsonaro, filhos e enteada, sem necessidade de autorização judicial. Houve ainda 40 visitas de terceiros autorizadas pela defesa e atendimentos jurídicos em 40 dias, além de assistência religiosa em seis ocasiões.

Segundo o ministro, a domiciliar é mais adequada para a recuperação de pacientes idosos com pneumonia bilateral, cujo período de restabelecimento pode variar entre 45 e 90 dias. Moraes destacou que a medida busca garantir a plena recuperação do ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro deixou a unidade prisional após apresentar quadro de broncopneumonia e ser internado em hospital particular. De acordo com o boletim médico mais recente, o ex-presidente apresenta evolução clínica favorável e pode receber alta da UTI nos próximos dias, caso o quadro continue estável.

Sair da versão mobile