Após visita a Fachin, Flávio acusa Moraes de perseguição política

Apesar das críticas, Flávio promete manter o diálogo com ministro

O senador Flávio Bolsonaro voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (13), ao afirmar que o magistrado tem ultrapassado os “limites do bom senso” e utilizado o cargo para “perseguição política”. As declarações ocorreram após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, na sede da Corte.

“Ele tem cometido muitas injustiças e ultrapassado o limite do bom senso, do razoável e, principalmente, da Constituição”, afirmou o parlamentar.

Apesar das críticas, Flávio disse que manteria diálogo com Moraes caso o ministro venha a assumir a presidência do STF e ele próprio seja eleito presidente da República. Segundo o senador, sua postura seria diferente da adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O presidente Bolsonaro às vezes reagia mais a provocações. O meu perfil é mais de vir e conversar”, declarou.

Flávio afirmou que o encontro com Fachin teve caráter institucional e serviu para apresentar seus projetos políticos e reforçar um discurso de “pacificação”.

“Foi apenas para mostrar que eu sou pré-candidato e que quero paz para fazer o melhor para o Brasil”, disse.

O senador negou ter tratado de temas específicos que ainda serão julgados pela Corte, incluindo a Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso para reduzir penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro. A norma acabou suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes no último sábado (9). Na ocasião, Flávio classificou a medida como uma “canetada monocrática” e afirmou que a credibilidade do Judiciário “está na lata do lixo”.

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