Alfredo Gaspar pede 216 indiciamentos, incluindo Lulinha, por roubo no INSS

Relator da CPMI disse que CPMI não se curvou aos poderosos de Brasília e fará Justiça

Na madrugada desta sexta-feira (27), o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), concluiu seu relatório com 4,4 mil páginas, com indiciamento de 216 investigados por crimes no roubo bilionário a aposentados e pensionistas da Previdência. Entre os acusados está Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Lula (PT), com indícios de cometimento dos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência, apontados pelo relator.

“Em nome dos aposentados e pensionistas, não nos curvamos aos poderosos de Brasília, faremos Justiça! A esperança vencerá o arbítrio e a corrupção. Obrigado, Deus!”, celebrou Alfredo, nas redes sociais, ao destacar “6 meses de muito trabalho e inúmeros obstáculos”.

A conclusão do relatório da CPMI do INSS deve ser lida e votada ainda hoje, um dia depois de o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar a decisão do ministro André Mendonça, que determinava a prorrogação da comissão, por mais 60 dias para além do prazo, que se encerra amanhã.

Sobre Lulinha, recaem suspeitas do recebimento de R$ 300 mil do esquema de descontos ilegais de aposentadorias e pensões, operado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. E Alfredo já vinha investigando o nexo de causalidade entre os desvios bilionários do INSS e a possível fruição desses valores por meio de Lulinha, cuja defesa nega qualquer ilegalidade e envolvimento do empresário filho do presidente, nos crimes.

O elo de Lulinha com Roberta Luchsinger levou à indicação de que ele seria o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil empresa de sua amiga, quando foi encontrada referência à expressão “o filho do rapaz”, em conversa interceptada pela Polícia Federal. A investigação sugere que Roberta atuaria como intermediária financeira para o repasse de propina.

A matéria foi atualizada para corrigir o número de indiciamentos solicitados, que foi divulgado inicialmente pelo próprio relator como 218, nas suar redes sociais, depois corrigido para 216, com a divulgação do relatório.

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