Alcolumbre ignora pressão do PT e mantém quebra de sigilo de Lulinha na CPI do INSS
Presidente do Senado afirma que rito foi respeitado na votação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou nesta terça-feira (3) o pedido de governistas para anular a quebra de sigilos do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), aprovada pela CPI do INSS na semana passada.
Segundo Alcolumbre, não houve “flagrante desrespeito ao regimento e à Constituição” que justificasse a intervenção da presidência para anular a decisão da comissão. A medida foi aprovada sob protestos da base do governo Lula.
Veja abaixo:
Alcolumbre manteve a quebra de sigilo do Lulinha. Óbvio que pelo regimento, ele não podia ter feito outra coisa, como expliquei no meu vídeo.
Mas a gente sabe como as coisas funcionam no Brasil.
Parece que dessa vez não deu negócio com o PT.pic.twitter.com/FNZvVMWdSk— Max Cardoso (@Maxcardosobr) March 3, 2026
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Parlamentares governistas questionaram a validade da votação, alegando que deputados e senadores que não eram titulares da comissão teriam participado da deliberação.
Também argumentaram que já havia sido feito pedido de votação nominal anteriormente, o que impediria nova solicitação no mesmo momento.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rebateu as críticas e afirmou que o regimento foi seguido corretamente, sem irregularidades no processo.
Antes de anunciar a decisão, Alcolumbre se reuniu com técnicos do Senado para analisar documentos e imagens da sessão marcada por tumulto. Após a avaliação, decidiu manter a deliberação da comissão.