Tragédia premiada

Vale premiou seu presidente da época da tragédia que matou 19 em Mariana

Ex-dirigente da Vale recebeu R$57 milhões após perder o cargo

Vale premiou seu presidente da época da tragédia que matou 19 em Mariana

Mariana foi varrida pela lama tóxica da Samarco em novembro de 2015. Empresa nunca pagou multas do Ibama. Foto: Foto Rogério Alves/TV Senado

O atual presidente da Vale não tem o que temer quanto ao próprio futuro, a julgar pelas práticas da empresa. Seu antecessor, que estava no cargo em 2015 quando o rompimento da barragem de Mariana (MG) matou 19 pessoas e o rio Doce, com mais de 800km de extensão, recebeu uma “indenização” lotérica de R$57 milhões. Mas a Vale nem se dignou a pagar R$367 milhões das multas ambientais. Apesar das mortes e destruição, ninguém foi preso desde a tragédia de Mariana. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Nem a confirmação de que a Vale sabia do iminente rompimento da barragem de Brumadinho levou seus responsáveis à prisão.

Grupos internacionais de ativistas e acionistas da Vale agora exigem a demissão dos diretores da empresa. Talvez eles adorem a ideia.

A atual diretoria executiva da Vale é formada pelo seu presidente Fabio Schvartsman e diretores que ganham R$1,5 milhão por mês.

Redação
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