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Ultrapassei limites morais, diz delator que admitiu propinas para peemedebistas

Jucá, Braga, Renan e Eunício teriam recebido R$ 30 milhões

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O ex-executivo da Hypermarcas Nelson Mello contou em sua delação premiada que procurou os investigadores após perceber que “ultrapassou os limites morais e éticos” ao efetuar pagamentos para o lobista Milton Lyra. Segundo o delator, ao tomar consciência dos erros, ele teria ficado incomodado e resolveu procurar o Ministério Público.

No depoimento, Mello detalhou e apresentou provas do repasse de cerca de R$ 30 milhões para Lyra. Os valores, segundo ele, teriam como destino os senadores peemedebistas Romero Jucá, Eduardo Braga, Renan Calheiros e Eunício Oliveira.

No despacho em que autorizou as buscas na casa e nas empresas de Lyra, o ministro do STF, Teori Zavascki, pontuou que as declarações do colaborador “surgem já corroboradas, total ou parcialmente, pelo depoimento prestado por Delcídio do Amaral”. Em seu acordo, o senador cassado faz alusão a Milton Lyra como pessoa “que tem uma atuação muito forte com fundos de pensão e sistema financeiro” e uma “proximidade direta com o senador Renan Calheiros”.