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Ufal registra patente nos EUA de pomada que cura infecções do HPV

Remédio foi desenvolvido por quatro pesquisadores da Ufal

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A Universidade Federal de Alagoas conseguiu a primeira patente pelo uso da conhecida planta barbatimão para o tratamento e cura de afecções causadas pelo vírus HPV (papiloma vírus humano), um dos causadores de câncer do colo do útero nas mulheres.

A concessão foi feita pelo instituto americano The United States Patent and Trademark Office. O estudo, desenvolvido durante 12 anos por quatro pesquisadores da instituição, resultou numa pomada com atividade anticarcinogênica e que foi aplicada em pacientes do Hospital Universitário que obtiveram 100% de cura sem apresentar efeitos colaterais e recidiva.

O barbatimão (Stryphnodendron adstringens) é uma árvore comum na flora do litoral brasileiro, mas para o estudo científico, as plantas foram coletadas na zona da mata e a preparação do extrato para confecção da pomada foi realizada nos laboratórios da Ufal.

O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores Luiz Carlos Caetano, do Instituto de Química Biotecnologia (IQB); Pedro Accioly de Sá Peixoto Filho, do Centro de Ciências Agrárias (Ceca); Zenaldo Porfírio da Silva, do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS); e Manoel Álvaro, da Faculdade de Medicina (Famed).

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Ufal, Sílvia Uchôa, o depósito foi feito em 2013, no instituto americano The United States Patent and Trademark Office, mas o resultado saiu em maio deste ano. No Brasil, o processo está em andamento desde 2010, no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), sediado no Rio de Janeiro. 

Sílvia Uchôa explica que o depósito internacional foi feito inicialmente via PCT, que é um Tratado Internacional de Patentes, do qual o Brasil faz parte, e é integrado por 148 países. O PCT permitiu o depósito nos EUA em 2013. A patente é um documento de propriedade industrial referente a um processo ou produto que garante aos detentores a sua ampla exploração e impede que outros o façam. Na Ufal, o NIT, um dos setores da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação, é o responsável pelo processo de encaminhamento de pedidos de proteção intelectual (patentes, marcas, registros de softwares e etc).

Segundo a coordenadora do NIT, em 2014, pouco mais de um ano após o depósito nos Estados Unidos, o instituto solicitou ao NIT a adequação do pedido da patente. Para isso, a Ufal contratou um escritório para atendimento à solicitação de viabilizar a concessão da patente, que é um passo importante para a industrialização da pomada. A concessão ocorreu no último mês de maio, com o número US 9.023.405.

 

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