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Retaliação à imprensa

Trump impede acesso de CNN e 'NYT' e outros veículos em coletivas

Presidente americano exclui vários veículos de suas coletivas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpriu nesta sexta-feira, 24, as ameaças de impedir que parte da imprensa norte-americana cobrisse coletivas na Casa Branca.

O anúncio foi feito pelo porta-voz Sean Spicer. Ele decidiu fazer uma conversa informal com a imprensa em vez da entrevista coletiva diária, e impediu o acesso de diferentes veículos de comunicação, entre eles as redes CNN e BBC, os jornais “Los Angeles Times” e “The New York Times”, e os sites Politico e Buzzfeed.

As emissoras CBS, NBC, Fox, ABC, One America News Network, o grupo Hearst, os jornais “Wall Street Journal” e “Washington Times”, e o site Breitbart, entre outros veículos, foram chamados para participar da conversa.

O impedimento gerou revolta e a agência Associated Press e a revista “Time” resolveram boicotar a reunião por causa disso.

Retaliação

Logo após o episódio, a CNN publicou um comunicado no Twitter dizendo que atitude da Casa Branca é “inaceitável” e que “aparentemente essa é a maneira como eles fazem retaliação quando você noticia fatos que não gostam”. “Vamos continuar noticiando mesmo assim”, termina a mensagem.

A associação de jornalistas que cobrem a Casa Branca também se manifestou, “protestando fortemente” contra a medida. “Incentivamos as organizações que foram autorizadas a compartilhar o material com outras pessoas no corpo de imprensa que não estavam”, acrescenta.

“Desonestos” e “inimigos do povo”

Em discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), Donald Trump voltou a atacar a imprensa. Ele afirmou que os veículos são “desonestos”, “inimigos do povo” e “divulgadores de notícias falsas”.

“Temos que lutar contra eles. Os veículos de imprensa são muito inteligentes, astutos e desonestos. Se irritam quando expomos suas notícias falsas”, disse o presidente no evento, o mais importante dos republicanos nos EUA.