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Operação Métis

Três policiais legislativos presos pela PF são soltos

O chefe da Polícia Legislativa continua preso na Superintendência

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Três dos quatro policiais legislativos do Senado presos nesta sexta-feira (21) de manhã pela Polícia Federal na Operação Métis foram soltos no fim da noite de ontem. Geraldo Cesar de Deus Oliveira, Everton Taborda e Antonio Tavares foram liberados após prestarem depoimentos durante cerca de 10 horas.

Geraldo Oliveira fez um depoimento admitindo as condutas apuradas pela Polícia Federal. Para os investigadores, ele agora é um colaborador. O policial afirmou que os senadores “constantemente fazem pedidos de varreduras, até em residências particulares". Pedro Ricardo Araújo Carvalho diretor da Polícia Legislativa, recebia as solicitações e repassava as tarefas a seus subordinados.

Ele disse que “estranhou” o fato de, logo após o senador Fernando Collor sofrer busca e apreensão da Operação Lava Jato em julho do ano passado, ter sido feita uma varredura nos endereços do parlamentar – funcionais e pessoais. Ao explicar o motivo da varredura, um assessor de Collor disse a Oliveira que ele estava inseguro depois da batida dos federais.

O diretor da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo, é o único que continua preso. A situação dele é mais grave e segundo a PF a previsão de soltura é de cinco dias, duração da prisão temporária determinada. Ele permanece na Superintendência da PF, no Setor Policial Sul.

Ontem, além do Senado, a PF fez buscas nas casas dos investigados, em Águas Claras, Taguatinga, Sobradinho e Sudoeste. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, em oito páginas, autorizou apreensão de mídias de armazenamento, documentos indicativos de associação entre investigados e de outras varreduras.