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Terrorismo

Três países sofrem ataques nesta sexta-feira

Homem foi decapitado na França e outros 27 morreram na Tunísia

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Uma fábrica de gás da França foi atacada na manhã desta sexta-feira, deixando uma pessoa morta e outras duas feridas. Segundo autoridades de segurança do país, dois homens teriam chegado em um carro, com bandeiras com inscrições em árabe, e colidido em botijões de gás, resultando em explosões.

Um deles foi detido. A suspeita é de que se trate de um atentado terrorista. Segundo uma das autoridades, que falou em condição de anonimato, a pessoa morta foi encontrada decapitada, do lado de fora da entrada da empresa, que fica no sudeste do país, na cidade de Saint-Quentin Fallavier, a 525 quilômetros de Paris.

Duas bandeiras com inscrições em árabe foram encontradas no local do ataque, uma branca e outra preta. A procuradoria antiterrorismo da França abriu uma investigação para identificar os responsáveis e a motivação do ataque. Outras pessoas possivelmente envolvidas são procuradas. O que se sabe, por enquanto, é a que decapitação da pessoa que morreu não ocorreu por conta das explosões.

Em Bruxelas, o presidente francês, François Hollande, descreveu o incidente como um ataque terrorista e convocou autoridades de defesa para uma reunião na tarde de hoje.

O principal suspeito foi identificado como Yassine Salhi, de 35 anos, informou há pouco o ministro do Interior do país, Bernard Cazeneuve. Segundo o ministro, Salhi teria ligações como o salafismo, um movimento de reforma do islamismo que surgiu no Egito no fim do século XIX, mas não teria nenhuma ligação com grupos terroristas. Entre 2006 e 2008, ele chegou a ser monitorado pelas autoridades de segurança por supostas ligações com extremistas islâmicos, mas não tem registros criminais.

Ainda de acordo com Cazeneuve, várias outras pessoas suspeitas estão sob custódia para investigação. A suspeita é de que se trate de um ataque terrorista. Segundo as autoridades de segurança, dois homens teriam, em um carro, colidido em botijões de gás na entrada da fábrica.

A pessoa que morreu foi encontrada decapitada, ao lado de duas bandeiras inscrições em árabe. O nome da vítima ainda não foi identificado.

Tunísia

Um ataque a um hotel no balneário tunisiano de Sousse, a cerca de 150 quilômetros da capital, matou pelo menos 27 pessoas, incluindo estrangeiros, afirmou um porta-voz do Ministério do Interior nesta sexta-feira, 26.

Segundo Mohammed Ali Aroui, a maior parte das vítimas era turista. O porta-voz não disse, porém, quais seriam suas nacionalidades. Rádios locais dizem que entre os mortos em Sousse estão, principalmente, turistas alemães e britânicos.

Os detalhes do ataque, que uma fonte de segurança no local e as rádios relataram ter sido no hotel Imperial Marhaba, ainda estão sendo apurados. "Tiros disparados diante um hotel resultou num certo número de vítimas", afirmou uma emissora estatal, sem dizer a quantidade de vítimas.

O corpo de um dos atiradores está na cena do ataque com um fuzil de assalto AK-47, após ter sido baleado durante troca de tiros com a polícia, disse a fonte.

Sousse é um dos balneários turísticos mais populares da Tunísia, atraindo visitantes da Europa e de países vizinhos do norte africano.

A Tunísia está em alerta desde março, quando atiradores militantes islâmicos atacaram o Museu Nacional do Bardo, em Túnis, matando um grupo de turistas estrangeiros em um dos piores ataques em uma década no país.

MESQUITA XIITA É ALVO DE ATAQUE DO ESTADO ISLÂMICO NO KUWAIT (FOTO: YASSER AL-ZAYYAT/AFP)

Kuwait

Ao menos 25 pessoas morreram e 202 ficaram feridas após uma explosão em uma mesquita xiita no Kuwait nesta sexta-feira, em um ataque raro no pequeno país do Golfo Pérsico.

Um grupo afiliado ao Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque em uma mensagem no Twitter, na qual afirmou que a explosão foi causada por um homem-bomba. O grupo ligado ao Estado Islâmico que assumiu o ataque, conhecido como Najd Province, é o mesmo que disse ter atacado duas mesquitas xiitas na Arábia Saudita nas últimas semanas.

O ataque marcou a primeira ação do grupo terrorista no Kuwait, que, até então, se mantinha isento em relação as tensões sectárias na região que ocorrem principalmente na Arábia Saudita, país vizinho. Fontes: Dow Jones Newswires, Associated Press e AE