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Temer decide manter Medina, Alves e Pelaes após polêmicas

Os três tiveram os nomes envolvidos em grandes polêmicas

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O presidente em exercício, Michel Temer decidiu manter o ministro da Advocacia-Geral da União, Fábio Medina Osório, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves e a secretária especial de Política para Mulheres, Fátima Pelaes. Envolvidos em polêmicas, os três corriam risco de perder os cargos.

Medina estava desgastado após uma série de episódios que causaram desconforto no Planalto. Contra ele, pesa o fato de ter sugerido estratégias que se revelaram ineficientes e erradas no caso da substituição do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). No momento, por força de liminar do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, a empresa é presidida por Ricardo Melo, nomeado pela presidente Dilma Rousseff dias antes de seu afastamento. Temer havia trocado Melo por Laerte Rímoli, mas por decisão do Supremo Melo voltou à EBC.

Desagradou também ao Planalto a iniciativa de Medina de investigar a atuação de seu antecessor, José Eduardo Cardozo, criando uma frente a mais de atrito. Além disso, ele teria "atropelado" seu padrinho, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, marcando uma "reunião de emergência" com Temer para despachar assuntos de rotina. E por haver pressionado para usar aeronave da FAB, mesmo não contando mais com o status de ministro.

A secretária de Políticas para a Mulher, Fátima Pelaes, é alvo de investigação na Justiça Federal por supostamente haver participado de um esquema de desvio de R$ 4 milhões em verbas no Ministério do Turismo, objeto da Operação Voucher da Polícia Federal, iniciada em 2011.

Fátima, que é ex-deputada federal e socióloga, também causou polêmica ao condenar o aborto mesmo nos casos em que a mulher é abusada sexualmente. Em 2010, ela relatou ser fruto de um estupro sofrido por sua mãe. A posição da política gerou revolta, já que sua opinião vai de encontro com a postura de suas antecessoras.

Já o ministro do Turismo foi acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ter recebido dinheiro de propina no esquema de corrupção da Petrobras. Segundo Janot, Alves atuou para obter recursos desviados da estatal em troca de favores à empresa OAS. 

Parte do dinheiro do esquema desarticulado plela Operação Lava Jato teria abastecido a campanha do ministro ao governo do Rio Grande do Norte em 2014, quando ele foi derrotado. O esquema envolvia Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da presidência da Câmara, e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, preso pela Polícia Federal.