'Sem consistência'

Supremo arquiva acusação contra Aécio Neves na Lava Jato

Teori Zavascki acatou pedido da Procuradoria-Geral da República

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O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki, determinou o arquivamento de uma investigação contra o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB.

O pedido de arquivamento foi feito pelo procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que não viu consistência nas afirmações feitas pelo delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará – entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef.

Em delação premiada, Ceará disse à força-tarefa da Lava Jato que levou R$ 300 mil em 2013 para a sede da UTC Engenharia, no Rio. O valor teria sido recebido pelo diretor da empreiteira, Antonio Carlos D’Agosto Miranda. Segundo Ceará, Miranda afirmou que a grana seria encaminhada a Aécio.

No entanto, ao serem questionados se o tucano era o destinatário final da propina, Alberto Youssef e o então presidente da UTC, Ricardo Pessoa, negaram haver qualquer quantia a ele.

Para Aécio, “a decisão desmascara mais uma torpe tentativa de envolver nomes da oposição no mar de lama que envolve o PT e o governo”.

“Para mim, essa decisão, por mais importante que seja, não é suficiente. É preciso que se investigue o que está por trás dessas falsas e criminosas citações a nomes da oposição sem indícios mínimos que as comprovem. A Lava Jato tem cumprido um papel fundamental, e sempre terá todo apoio do PSDB”, disse o senador à Folha de S. Paulo.

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