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Pedro Simon critica ausência de Dilma na marcha dos prefeitos

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A presença em Brasília de 90% dos 5.564 prefeitos brasileiros, reunidos na 17ª Marcha em Defesa dos Municípios, foi saudada nesta terça-feira, 13, pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), que criticou a ausência da presidente Dilma Rousseff.

Falando da tribuna do Senado, Simon lembrou que o encontro de prefeitos, aberto na segunda-feira (12) e com encerramento previsto para quinta-feira (15), ?é o movimento que mais mexe com o Governo, que mais mexe com esta Casa e que mais defende o municipalismo brasileiro?.

Promoção tradicional da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios movimenta, na sua 17ª edição, 4.500 prefeitos, mais de 2.000 vice-prefeitos e milhares de vereadores de todos os partidos para discutir, segundo o senador, as grandes teses do municipalismo. ?A primeira delas é exatamente esta: o Município é a argamassa do povo brasileiro, o início da caminhada de um povo em busca de seu destino. O Município é o primo pobre da Federação, o filho desleixado, deixado de lado pelo Governo Federal e, muitas vezes, até pelo Governo do Estado?, acentuou Pedro Simon.

Positivo e negativo

O senador do PMDB gaúcho listou os cinco temas centrais que integram a Pauta Municipalista nesta marcha de 2014, incluindo vários projetos que tramitam no Congresso Nacional, com ?aspectos positivos e negativos para os municípios?, segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Entre os pontos destacados por Simon, na pauta da 17ª Marcha dos Prefeitos, estão o aumento de 2% no Fundos de Participação dos Municípios, a compensação e reposição das perdas financeiras por desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a redistribuição dos royalties e participações especiais de petróleo e gás, o ISS (Imposto sobre Serviços) de leasing, cartões de crédito e construção civil e o encontro de contas da Previdência Social.

O senador Simon lembrou que está no Congresso, para ser votado, o projeto da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) que eleva em 2% o fundos de participação dos Municípios. ?É uma espécie de dose de salvação para os Municípios, pois compensa e repõe as perdas financeiras por desoneração do IPI?.

A ausência de Dilma

O senador criticou o Governo Federal, que diminui os impostos e o IPI, tornando os carros mais baratos para incentivar as vendas. ?Só que, desse dinheiro que ele deixa de receber, um pedaço grande é dos Municípios. Em função disso, quebra-se a arrecadação dos Municípios. O Governo diminui os impostos e o Município é quem paga a conta. É ridículo! Se querem dar isenção, que façam com o dinheiro da União, não com o dinheiro dos Municípios. Isso não está certo!?.

Pedro Simon lamentou a ausência da presidente Dilma Rousseff no encontro dos prefeitos, que a esperavam na cerimônia de abertura, na segunda-feira. ?No ano passado, a presidente Dilma foi e houve um desencontro no debate com o presidente Paulo Ziulkoski, da CNM. Dilma ficou chocada porque o presidente Lula, que comparecia a todas as reuniões de prefeitos, foi muito mais aplaudida do que ela. E houve até um princípio de vaia à presidente Dilma?.

O senador Simon criticou a ausência este ano de Dilma: ?Sua Excelência não está no congresso dos prefeitos, não está no Palácio do Planalto, mas está inaugurando uma obra de cunho de candidato à presidência da República, lá não sei onde, lá no Nordeste?. Simon encerrou pedindo um ?gesto de grandeza? de Dilma, comparecendo ao congresso ?amanhã ou no encerramento do congresso, na quinta-feira?.

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