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Maior recuo desde 2012

Setor de serviços despencou em 2015; novembro teve queda de 6,3%

Volume do setor de serviços em novembro caiu 6,3%

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O volume do setor de serviços do país registrou queda de 6,3% em novembro na comparação com o mesmo mês de 2014. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a maior retração da série histórica do indicador, iniciada em 2012, que vivia o volume de 4,1% também em novembro.

Já em novembro de 2013, foi para 4,3% e, no ano seguinte, começou a descer em queda livre, batendo apenas 1%. Em novembro de 2015, desabou para -6,3%. No ano, o índice acumula baixa de -3,4% e, em 12 meses, de -3,1%.

O volume negativo de serviços prestados no país foi liderado pelos segmentos de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correios (8,2%). No setor de transportes, o destaque negativo ficou com o terrestre (-13,8%). Cresceram, por outro lado, os volumes referentes a transporte aquaviário (15,6%) e transporte aéreo (11,3%). A atividade de armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio apresentou queda de 6,2%.

Em serviços prestados às famílias, a queda foi de 6,6%; em serviços de informação e comunicação, de 4,4%; em serviços profissionais, administrativos e complementares, de 6,6%; e em outros serviços, de 7,4%.

Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços indicam que, em novembro, apenas cinco estados mostraram crescimento no volume de serviços na comparação novembro2015/novembro2014, com destaque para Roraima, com expansão de 10,9%, Mato Grosso (5,9%), Rondônia (4,1%), Tocantins (2,4%) e Pará (0,5%). Já as maiores variações negativas no volume de serviços foram observadas na Bahia (-17,9%), Amazonas (-15,0%) e Amapá (-14,7%).

Em termos regionais, analisando-se as atividades turísticas, segundo as Unidades da Federação selecionadas, as variações positivas de volume foram registradas no Distrito Federal (5,0%), seguido de Goiás (3,2%) e Pernambuco (2,8%).

Minas Gerais não apresentou variação e as taxas negativas de volume foram registradas no Espírito Santo (-10,0%), Santa Catarina (-8,1%), Paraná (-6,2%), Bahia (-5,7%), Rio Grande do Sul (-4,4%), Ceará (-3,6%), Rio de Janeiro (-2,5%) e São Paulo (-2,4%).