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Corrupção

Senador acha que a PF prendeu 'núcleo nervoso' da corrupção

Ataídes Oliveira acha que o escândalo é maior que o petrolão

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Para o presidente senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), da CPI do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), a nova fase da Oepração Zelotes, realizada nesta segunda-feira (26) pela Polícia Federal, prendeu o “núcleo nervoso” desse esquema de corrupção.

Ataídes disse que reapresentará requerimentos para a convocação dos ex-ministros Ereni Guerra e Gilberto Carvalho e ainda do filho do ex-presidente Lula, Luiz Clãudio Lula da Silva.

Alem da compra da Medida Provisória 471/2009, que prorroga incentivo fiscal às montadoras e fabricantes de veículos instalados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o esquema também influiu na edição da MP 512/2010, que estabelece incentivos fiscais para o desenvolvimento regional e da indústria automotiva – e de uma portaria do governo sobre isenções fiscais.

Segundo o presidente da CPI, “esses senhores que foram presos hoje, o José Ricardo e o Alexandre Paz Santos, são do núcleo nervoso dessa corrupção dentro desse contencioso chamado Carf. Eles estiveram aqui, mas, lamentavelmente, de posse de habeas corpus, não nos deram as informações. Acredito que muda toda a história da Operação Zelotes, inclusive os trabalhos na CPI do Carf, no Senado”.

O senador espera que eles entrem no processo de delação premiada para dar novas informações.

“Já chegamos à conclusão (na CPI) que esse desvio do dinheiro público hoje é muito superior aos R$ 20 bilhões que a Operação Zelotes diz, muito superior à Lava-Jato. Com essas prisões e as buscas no escritório do filho do ex-presidente Lula, por suposta venda de Medida Provisória, isso vem criar também um outro segmento que a CPI e a Polícia, com certeza, estarão trabalhando firmemente — disse Ataídes.

A CPI rechaçou na semana passada a proposta de Ataídes de investigar a denúncia de "venda" da MP 471 a interesses empresariais e ainda de chamar os ex-ministros do governo do PT. Mas ele disse que vai insistir junto à CPI para retomar o assunto.

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