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Seguranças do Planalto são presos acusados de roubo no DF

Seguranças do Planalto roubavam usando armas do Exército

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Três militares do Exército Brasileiro foram presos pela Polícia Militar do Distrito Federal por praticarem roubo em Ceilândia Norte, perto de Brasília. Eles ocupavam um carro Ford Fiesta quando foram aborados pela PM, que havia recebido denúncia contra o grupo. Os suspeitos estão lotados no corpo de seguranças do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Eles atuam na segurança de autoridades da Presidência da República, e foram identificados como o cabo Éricson César Camargo Delgado e os soldados Nivaldo Oliveira Silva e Robson Isaque de Souza Leitão. Confessaram aos PMs que estavam na hora da folga e sairam para cometer o que chamaram de "fitas".

Segundo relato dos PMs, em princípio os homens se identificaram como policiais civis, mas logo foram identificados. Com eles foram encontradas três pistolas 9mm, de uso restrito das Forças Armadas, seis carregadores, três porta-carregadores, três distintivos da GSI, três folders, um colete balístico, porções de maconha, além de seis celulares e correntes produtos de roubo. Seis vítimas e uma testemunha reconheceram os homens como sendo autores dos roubos.

Assaltantes violentos
A patrulha da PM recebeu a informação, pelas 21h30 desta sexta-feira (30), que três bandidos estavam abordando pessoas na rua, apresentando-se como policiais civis. Usavam um Ford Fiest de cor preta, cuja placa tinha as iniciais JKL Segundo relato das testemunhas, os três rendiam as pessoas, mandando-as a deitar no chão, pisava na cabeça e levava seus objetos.

O carro, cuja placa é JKL-4972, foi localizada pela patrulha da PM numa quadra de Ceilândia Norte, a QNM 18, conjunto H. Ao serem interceptados, os três desceram do veículo portando armas de fogo na cintura, de forma ostensiva, com carregadores e distintivos  com a inscrição "polícia" GSI, Presidência da República, semelhante ao da Polícia Civil.

No veículo estavam os aparelhos de telefone celular de diversas vitimas, e objetos, bem como a quantia de R$963 e colete balistico. Quando a PM os revistava, apareceu uma das vitimas, acusando os três de tê-lo roubado momentos antes. Foi dada a voz de prisao pelo crime de roubo, usurpação de função pública e porte ilegal de arma de fogo.