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Morte na Argentina

Secretário de Segurança insinua que promotor se suicidou

Para Berni, ?todos os caminhos apontam a um suicídio?

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O secretário de Segurança da Argentina, Sérgio Berni assegurou sobre a morte do promotor Alberto Nisman que, ?todos os caminhos apontam a um suicídio? e acrescentou que em criminalística  ? se há um corpo, uma arma e uma cápsula, todos os caminhos apontam para um suicídio?.

Contudo, ratificou que a porta do banheiro não estava trancada por dentro, o que pode apontar que alguém a utilizou para sair da cena do crime.

A presidente da Argentina, também falou sobre a morte de Nisman em sua conta no Facebook. Cristina afirma que, ?não se deve permitir que mais uma vez se tente fazer com o processo do encobrimento o que se fez com a causa principal. Porque se descobrirá os autores do atentado quando se souber quem o encobriu.

Cristina disse que a suspeita de encobrimento e envolvimento de militares no ataque, fez seu governo reabrir as investigações que foram canceladas em 2000. Kirchner ordenou que sejam reveladas as identidades dos agentes que estavam sendo investigados por Nisman.

Um juiz já solicitou que os arquivos, que seriam utilizados na denúncia do promotor Alberto Nisman, sejam protegidos.

O ministro-chefe de gabinete, Jorge Capitanich seguindo a mesma linha da presidente, e manteve a pergunta que Cristina deixou no ar, ?por que o promotor antecipou o retorno das férias??. E disse que o Nisman se suicidou numa ação vinculada a uma ?guerra de espionagem?. E completou, ?se houve pressão ou extorsão, é necessário investigar até as últimas consequências?.

A promotora Vivian Fein, que investiga o caso afirma que o laudo da autópsia revelou que ?não houve intervenção de terceiras pessoas?. Mas Fein não descarta a hipótese de um ?suicídio induzido?. A polícia ainda investiga de quem é o revólver calibre 22 que tirou a vida do promotor.

O promotor Alberto Nisman apresentaria, na segunda-feira (19), para o Congresso argentino as provas da sua denúncia que envolvem, a presidente Cristina Kirchner, o chanceler Hector Timerman, o deputado governista Andrés Larroque, os militantes Luis D?Elia e Fernando Esteche, pessoal da secretaria de Inteligência da presidência argentina, o ex-promotor federal e ex-juiz de instrução Héctor Yrimia e o referente comunitário iraniano Jorge ?Yussuf? Khalil.

Na última quarta-feira (14), Nisman solicitou abertura de inquérito e fez duras declarações envolvendo a presidente da Argentina, Cristina Kirchner e o chanceler Héctor Timerman. ?A presidente e seu chanceler tomaram a criminosa decisão de fabricar a inocência do Irã para saciar interesses da República da Argentina?, escreveu Nisman em documento enviado à Agência Associated Press.

O promotor era o responsável pela investigação do caso Amia, Em 1994 um atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) provocou a morte de 85 pessoas e deixou mais de 300 feridos, por conta de uma explosão que também causou danos estruturais em outros nove edifícios no bairro Oncer.

Segundo a denúncia, Cristina teria assinado em 2013 um acordo com o Irã para encobrir e proteger os suspeitos do atentado contra a Amia, em troca de obtenção de acordos comerciais com o país, para exportação de oleaginosas e carne. Assim a Argentina começaria a negociar grãos em troca de petróleo do Irã. A Argentina enfrenta uma crise energética desde 2004.