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Investigados por corrupção

PT desiste de usar Lula e Pimentel para não prejudicar candidato em BH

Para petistas de BH, investigados por corrupção atrapalhariam

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O PT descartou o uso de nomes conhecidos do partido para ajudar na campanha eleitoral em Belo Horizonte, nada de Lula ou mesmo o governador Fernando Pimentel, ambos enrolados com acusações por corrupção em diversos âmbitos de investigação. Sem querer admitir que será melhor sem os dois, o deputado federal Reginaldo Lopes, candidato petista à Prefeitura de BH, desdenha do apoio. "Essa história de que precisa-se de padrinho é coisa de candidato fraco, de candidato do século passado", afirmou.

Na última quinta-feira, 18, em encontro com deputados do PMDB, o candidato do partido à Prefeitura de Belo Horizonte, Rodrigo Pacheco, disse que o presidente em exercício, Michel Temer, a principal liderança da legenda no País, pelos mesmos motivos, também não deve participar de atos da sua campanha.

Reginaldo Lopes fez campanha nesta segunda na Feira dos Produtores, mercado do bairro Cidade Nova, na Região Nordeste da capital, onde almoçou com correligionários. O candidato disse não estar nos seus planos atrair caciques para sua campanha. A presidente afastada Dilma Rousseff, cujo impeachment entra em fase final no Senado nesta semana, também não foi citada pelo candidato.

"Não estamos preocupados com nenhum padrinho político. Todos que quiserem participar da nossa campanha, todas as pessoas que ajudaram a construir esse País, no campo democrático, pessoas com um olhar especial para o social, serão bem-vindas, mas não estamos priorizando esse tipo de campanha", afirmou o petista.

Lopes disse ainda que a primeira condição que colocou para ser candidato do PT foi a necessidade "de romper com a velha política, com o modelo político eleitoral tradicional" e afirma ainda que fará campanha "olhando nos olhos do eleitor". "Não vamos visitar comunidades só para fazer fotografia", disse. (Com AE)

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