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Procurado pela Operação Turbulência é encontrado morto em motel

Morato era o único foragido da Operação Turbulência, da PF

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O empresário Paulo César de Barros Morato, cuja prisão foi decretada na Operação Turbulência, da Polícia Federal, foi encontrado morto na noite desta quarta-feira (22), num motel em Olinda (PE), o "Tititi". Os delegados Gleide Ângelo e Jorge Ferreira confirmaram a morte, sem apontar se foi suicídio, homicídio ou morte natural. Paulo César tinha “tendências suicidas”, segundo amigos da família. Ele já tinha tentado suicídio.

A Polícia Federal cogitava incluir Paulo César na lista dos procurados da Interpol, porque não conseguia cumprir o mandado de prisão expedido contra ele, e já o considerava foragido. Ele é suspeito de integrar um esquema que teria desviado R$ 600 milhões, envolvendo cerca de 18 empresas supostamente de fachada e tinha beneficiários políticos de Pernambuco e do Nordeste. 

Paulo Morato seria o dono da empresa “Câmara & Vasconcelos Locação e Terraplenagem LTDA” e apontado pelo Ministério Público Federal como um dos que  aportou recursos na aquisição do jatinho Citation que transportava o ex-governador Eduardo Campos, morto no acidente de em 13 de agosto de 2014.

Segundo o assessor de imprensa da Polícia Federal, Giovani Santoro, existe um agente federal acompanhando as investigações para observar se a morte tem algo relacionado à Operação Turbulência. Por enquanto, de acordo com ele, o caso será tocado pela Polícia Civil.

Segundo o MPF, Paulo César tinha em conta R$ 24,5 milhões, mas era considerado “laranja”, mas incompatível com seu padrão de vida. “Isso evidencia sua condição de testa de ferro”, sustentam os procuradores. Entre os cinco investigados, ele era o que mais tinha dinheiro em conta.

Paulo César deu entrada no motel por volta do meio dia de ontem (21), num Jeep Cherokee preto, de placas QFP-4389.. Nesta quarta-feira à noite,  os funcionários suspeitaram da "falta de pedidos" de room-service e arrombaram a porta do quarto, encontrando-o  na cama morto, sem sinais de violência. Ele tinha posse de R$6,5 mil. Sua empresa de fachada recebeu R$18,8 milhões da empreiteira OAS, uma das maiores beneficiadas pelo roubo na Petrobras.