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Data antecipada

Presidente da comissão do impeachment defende que votação final comece dia 25

Lira rejeita pedidos para adiar leitura de relatório final do caso

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O presidente da Comissão Processante do Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), disse nesta terça-feira, 2, que há uma “forte tendência” de que a fase final do processo contra Dilma Rousseff comece dia 25 de agosto e não apenas na segunda-feira seguinte, dia 29, como previsto inicialmente.

Lira, que deverá se encontrar com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para discutir o assunto, defendeu que os trabalhos prossigam durante o final de semana seguinte à fase do chamado juízo de pronúncia, para que o processo seja concluído ainda no mês de agosto.

Adiamento

Na sessão da comissão especial desta terça-feira, o presidente do colegiado rejeitou os requerimentos e questões de ordem apresentados pelos senadores de oposição, precedendo a leitura do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), sobre o impeachment da presidente afastada.

Senadores que apoiam Dilma apresentaram requerimento pedindo a tentaram suspender da leitura do relatório de Anastasia para que, antes, a comissão ouvisse o depoimento do procurador Ivan Marx. Outro requerimento solicitava que o trecho que trata das chamadas pedaladas fiscais, referentes aos repasses do Plano Safra, fossem retirados do texto.

O presidente Raimundo Lira negou os dois requerimentos e foi acompanhado pelo plenário, que referendou a decisão da presidência. Lira justificou que a fase de oitiva de testemunhas já havia sido concluída e que o citado procurador poderia ser ouvido posteriormente, quando o caso estiver em análise no plenário do Senado.

Lira utilizou o mesmo argumento do fim da instrução processual, para também negar o pedido de exclusão da análise dos senadores sobre as "pedaladas" no Plano Safra e a retirada do trecho sobre isso do relatório apresentado hoje. “Na mesma linha de raciocínio, não cabe, a esta altura dos trabalhos desta Comissão, já em fase final de análise das conclusões do relator, o desentranhamento de documentos sob o mesmo fundamento em que se pede a oitiva do procurador”, afirmou.

Relatório

Logo após o plenário negar os recursos apresentados pelos senadores oposicionistas, o senador Antonio Anastasia iniciou a leitura do relatório. Ele não vai ler integralmente o texto, mas a maior parte dele, pouco mais de 200 das 400 páginas totais.

A expectativa é que a leitura de Anastasia dure em torno de duas a três horas. Em seguida, os senadores oposicionistas farão a leitura do voto em separado de cerca de 27 páginas que apresentaram em contraponto ao relatório oficial. Os parlamentares terão 30 minutos para fazer a leitura e automaticamente serão concedidas vistas coletivas de ambos os textos. 

A discussão dos dois relatórios está marcada para amanhã e a votação na próxima quinta-feira, 4. (Com Agência Senado e ABr)

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