Mais Lidas

MUDANÇA DE RUMOS

Prefeito tucano pode virar arma a favor de Renan, em Alagoas

Ex-chefe do MP foi convidado para ser senador ou vice pelo PMDB

acessibilidade:

Depois de o procurador-geral de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça Neto sinalizar a possibilidade de ser candidato nas eleições majoritárias de outubro, o prefeito de Traipu, Eduardo Tavares Mendes (PSDB) é outro nome do Ministério Público Estadual de Alagoas (MP/AL) que pode disputar o cargo de senador ou vice-governador. Conhecido como ET, o procurador de Justiça licenciado confidenciou a pessoas próximas que pode renunciar ao mandato na prefeitura do Sertão de Alagoas, para alçar voos mais altos na política.

Ainda são incertos os rumos do político que ficou conhecido pelo codinome ET e por renunciar à candidatura de governador pelo PSDB, em 2014. Mas um político que esteve com o prefeito sertanejo na semana passada disse ao Diário do Poder ter ouvido de Eduardo Tavares a confidência de que renunciaria à Prefeitura para ser candidato pelo PSDB.

Eduardo Tavares admite que pode renunciar (Foto:Divulgação)Na base tucana, Eduardo Tavares estaria sendo tratado como “arma secreta” do grupo tucano contra a reeleição do governador Renan Filho e do senador Renan Calheiros, no grupo do PMDB. Mas o Diário do Poder apurou que o prefeito também foi convidado a mudar de partido, para ser o segundo candidato a senador, na base da família Calheiros, ou até mesmo ser vice da chapa de Renan Filho à reeleição.

Ao Diário do Poder, Eduardo Tavares tratou o assunto como especulação e negou ter falado sobre o tema. “Para mim, é novidade!”, desconversou. Mas depois de ser informado de que a possibilidade de ingressar no grupo político do PMDB seria tema de matéria, admitiu que pode voltar ao MP, sem concluir o mandato.

“Estou procurando colocar Traipu nos eixos! Apesar de ter grande admiração pelo governador, mais em razão da sua maneira de agir, e, apesar de desejar enfrentar uma luta em prol de um país melhor, o meu destino, mesmo podendo não tirar o meu mandato todo, pois o que fiz por Traipu em um ano já valeu por quatro, será o retorno ao Ministério Público! Se ocorrer alguma mudança de plano lhe direi”, respondeu Eduardo Tavares.

O retorno ao MP seria um caminho natural, até o período limite para o eventual integrante do MP registrar candidatura.

MUDANÇA DE RUMOS

Márcio Santos é aliado de Renan e rival de ET (Foto: Davi Soares)Caso aceite ser aliado de Renan Calheiros, ou enfrentá-lo, Eduardo Tavares travaria mais uma batalha de uma guerra política pessoal contra outro aliado histórico do senador alagoano, o ex-prefeito de Traipu, Marcos Santos. Ou teria que subir no mesmo palanque do seu desafeto, caso este não rompa com Renan.

Sendo candidato na base peemedebista, esqueceria, inclusive, o episódio que o deixou furioso, em maio do ano passado, quando o governo de Renan Filho entregou sementes para seu rival e ex-prefeito distribuir entre agricultores pobres de Traipu, ignorando associações agrícolas em situação regular, no município ribeirinho do Rio São Francisco.

À época, Eduardo Tavares acusou o então secretário de Agricultura, Álvaro Vasconcelos, de improbidade administrativa e o MP de Alagoas abriu processo de investigação. O governo do PMDB recuou, em seguida, e enviou as sementes aos destinatários legítimos.

Seu rival e aliado de Renan, Marcos Santos, já foi condenado a 15 anos e 6 meses de reclusão, mais 4 anos, 4 meses e 15 dias de detenção, pelo Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), há cerca de seis anos, pela prática dos crimes de responsabilidade, fraude à licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Mas segue em liberdade. 

Eduardo Tavares tem até abril para decidir o que fará de sua história política e pessoal. Ao explicar o motivo de terem vazado a articulação, aliados próximos de ET justificaram que temem não apenas a renúncia, mas sua eventual aliança com a família Calheiros.

Vídeos Relacionados