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Ação civil

PR-DF propõe ação por improbidade contra procurador da Greenfield e advogado

Ambos são acusados de usar cargos públicos para beneficiar a J&F

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O A Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) propôs nesta quinta (10) ação civil por improbidade administrativa contra o procurador da República Ângelo Goulart Villela, então integrante da Força Tarefa da Operação Greenfield, e o advogado Willer Tomaz de Souza. Eles são acusados da utilização de cargo público para beneficiar o grupo J&F em troca de vantagens financeiras indevidas. Na ação, o MPF pede que eles respondam, com base na Lei 8.429/92, pelos crimes de corrupção, violação de sigilo funcional, obstrução à investigação e imoralidade qualificada.

Além de entregar documentos sigilosos ao empresário Joesley Batista, os envolvidos também gravaram reuniões da Força Tarefa Greenfield e embaraçaram o processo de colaboração premiada de acionistas e diretores da J&F deixando de praticar atos do ofício em troca do recebimentos de vantagens financeiras indevidas. Conforme apuração, Willer recebeu R$ 4 milhões e Ângelo Goulart receberia mesada de R$ 50 mil por mês, além de percentual sobre a redução na multa do acordo de leniência.

A proposta pede a aplicação das penas previstas no artigo 12 da Lei de Improbidade Administrativa (LIA), como perda da função pública, proibição de firmar contratos com o poder público e pagamento de multa. Os procuradores também pedem que o montante recebido seja revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, por danos morais. Sobre os R$ 4 milhões, o MPF pede que o juiz declare perdimento, em favor da União.

O procurador da República Hebert Mesquita afirmou que “suas condutas importaram em enriquecimento ilícito e atentaram gravemente contra princípios da Administração Pública” e lembrou que a atuação dos dois foi descoberta durante o depoimento do empresário e seu advogado, Francisco de Assis e Silva, em colaboração premiada junto à Procuradoria Geral da República (PGR).