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Crime bárbaro

Polícia muda, já admite o estupro e prende os dois primeiros

Polícia muda de atitude e até já começa a prender os criminosos

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro finalmente decidiu agir, prendendo os dois primeiros suspeitos de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos de idade, na favela conhecida por Morro da Barão. Raí de Souza, 22, entregou-se na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, no Centro, enquanto Lucas Perdomo Duarte, jogador de futebol do Boa Vista, que "ficava" com a vítima, foi detido em um restaurante no Centro do Rio. Outros quatro bandidos estão foragidos.

 titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) Cristiana Onorato Bento, delegada responsável pela investigação do estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Morro da Barão, na zona oeste, disse nesta segunda-feira, 30, não ter dúvidas de que o crime aconteceu. Segundo ela, as imagens da jovem registradas em vídeo e divulgadas nas redes sociais são provas de que houve estupro praticado por, pelo menos, três pessoas.

“Minha convicção é que houve estupro. Tanto que está no vídeo. Quero provar agora é a extensão desse estupro. Se foram cinco, dez, trinta”, afirmou a delegada, em entrevista coletiva ao lado do chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso e outros policiais que acompanham o caso.

O chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, explicou que a investigação se debruça sobre dois momentos: o vídeo, que mostra provas e envolvimento de alguns suspeitos, e o momento anterior, do estupro coletivo denunciado, que está na fase de coleta de provas e depoimentos. Não há "prova técnica", segundo ele, da participação de 33 pessoas.

Para a Polícia Civil, porém, é claro que houve estupro coletivo, porque o vídeo mostra um homem tocando a adolescente e há vozes de outros no mesmo ambiente.

De acordo com a perita legista do Instituto Médico Legal (IML), Adriane Rego, não foi constatada violência física no exame. No entanto, ela ressaltou que o exame foi feito cinco dias depois do ocorrido.

Cristiana Bento explicou que o fato de o exame físico não constatar lesão na vítima não quer dizer que não houve o crime. “Nesse tipo de investigação, pode não ter acontecido lesão e haver estupro; e pode ter acontecido lesão e não ter acontecido estupro”, explicou. “Se ela estava desacordada, não vai ter lesão, porque ela não ofereceu resistência”.

Sobre o vídeo, os suspeitos podem ser indiciados por estupro de vulnerável e produção, armazenamento e distribuição de pornografia com menores de idade, de acordo com os artigos 240 e 241A do Código Penal.