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PGR arquiva processo de Preta Gil contra Jair Bolsonaro

Bolsonaro foi acusado de cometer racismo durante o programa CQC

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O procurador geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta terça-feira (24) o arquivamento do processo movido pela cantora Preta Gil contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Ela acusa o parlamentar de racismo após ter questionado, durante o programa Custe o Que Custar (CQC), se ele aprovaria um relacionamento de seu filho com uma negra. Em sua suposta resposta, Bolsonaro teria dito que não queria “discutir promiscuidade” com Prete e emendou: “Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”.

Porém, o parlamentar garante que a gravação do programa foi editada e que a pergunta de Preta foi em referência a comunidade homossexual.”A pergunta que me foi feita era se meu filho se relacionasse com gay e não negra como editado pelo programa CQC”, afirmou o deputado.

Segundo documento assinado por Janot, foi requerida de ofício a mídia contendo a versão integral e não editada do programa que teve a participação de Bolsonaro, mas a Diretoria do programa informou que não mantém o arquivo porque a fita é reutilizada após edição e transmissão do programa. “Embora sejam lamentáveis as ponderações e opiniões do parlamentar no caso, especialmente acerca do modo em que proferidas, inexistem elementos aptos a caracterizar, no caso concreto, a prática do crime de racismo”, afirmou o procurador geral da República.

Janot também levou em conta que o termo “promiscuidade”, usado por Bolsonaro, não tem ligação nenhuma com termos geralmente utilizados por quem comete o crime de racismo, apenas sexual, o que bate com a versão apresentada pelo deputado.

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