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Lava Jato

PF busca joias em endereços ligados a Adriana Ancelmo, no Rio

Ex-empregada e irmã escondiam 149 joias da ex-primeira-dama

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Agentes da Polícia Federal cumprem mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados à Adriana Ancelmo. A busca é por joias da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro. A ação, que acontece na manhã desta sexta-feira (23), é um aprofundamento da Lava Jato no Rio, com buscas complementares.

A PF quer reaver 149 joias, que teriam sido compradas com dinheiro oriundo de corrupção do esquema criminoso do ex-governador Sérgio Cabral. Os endereços em que as buscas são realizadas ficam em um prédio do Jardim Botânico e em Ipanema. Nos locais moram a ex-governanta de Adriana e a irmã dela, Nusia Ancelmo Mansur.

As joias, segundo a PF, são prova de crime. No total, o casal gastou mais de R$ 11 milhões em joalherias.

O ex-governador é réu em ação penal por lavagem de dinheiro na compra de joias em espécie, sem nota fiscal ou certificação nominal. A força-tarefa da Operação Lava Jato, no Rio, acusa Sérgio Cabral, sua mulher, a advogada Adriana Ancelmo, e seus assessores Luiz Carlos Bezerra e Carlos Miranda.

“O dinheiro sujo era oriundo de propinas pagas por empreiteiras entre os anos de 2007 e 2014, em contratos para obras do metrô, reforma do Maracanã, PAC das Favelas e do Arco Metropolitano. O cometimento de crime de lavagem de dinheiro com a compra de joias já foi objeto de duas outras denúncias oferecidas em decorrência das denominadas operações Calicute e Eficiência”, afirma a força-tarefa. (Com informações AE)