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Culpa da imprensa

Petista atribui popularidade baixa de Dilma a 'massacre midiático', não à corrupção

Líder do governo culpa 'massacre midiático' pela rejeição a Dilma

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O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), disse na tarde desta segunda-feira, 23, que a presidente Dilma Rousseff vem se esforçando para apresentar propostas que correspondam às demandas das manifestações de 15 de março. Ao avaliar a pesquisa CNT/MDA – que mostrou que 64,8% avaliam o governo como ruim ou péssimo -, o petista concluiu que o resultado do levantamento é consequência do "massacre midiático" diário e "sem precedentes" pelo qual passa o governo do PT.

"Às vezes até quem é a favor fica tonto (pelo massacre), porque é uma verdadeira lavagem cerebral. Esse processo todo está em consonância com o clima do País, com a supervalorização das manifestações que a mídia fez. Isso tudo repercute", avaliou. Segundo ele, só o que é contra o governo tem repercussão na imprensa.

Pesquisa divulgada nesta tarde mostrou que a avaliação positiva do Executivo é de 10,8%. A avaliação pessoal da presidente também despencou: 77,7% desaprovam a maneira de governar da petista e só 18,9% apoiam a presidente.

Guimarães disse que "quem lutou contra a ditadura não pode se assustar com a voz das ruas". Ele enfatizou que o processo em curso tende a se estabilizar e que em outras situações, prefeitos com 82% de rejeição se reelegeram. "Qualquer governo tem altos e baixos", resumiu.

O petista disse que a instabilidade atual afeta todos os governantes. "Tem governadores que estão no chão. Ninguém vem perguntar da situação do governador do Paraná", reclamou, em referência ao tucano Beto Richa, que teve que adotar cortes no orçamento e enfrentou manifestações no Estado.

Ajuste fiscal

Nesta tarde, Guimarães anunciou que haverá um esforço para convencer todos os partidos da importância do pacote de ajuste fiscal. Questionado sobre o projeto de regulamentação da reindexação da dívida de Estados e municípios, o líder disse que ainda não há uma posição do governo sobre a matéria.

Ele, no entanto, defendeu que não haja neste momento nenhuma flexibilização em favor de alguns entes federativos, entre eles as prefeituras de São Paulo e Rio de Janeiro. "O momento é de vacas magras. Vamos com cautela. O fundamental é preservarmos o ajuste", defendeu.

Sobre a abertura de ação penal contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, Guimarães se esquivou. "Esse assunto do PT eu não falo".