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Suicídio induzido

Perícia não encontra vestígios de pólvora na mão de promotor

Peritos não encontraram pólvora na mão de promotor argentino morto; Polícia trabalha com hipótese de suicídio induzido

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Não foi encontrado qualquer vestígio de pólvora nas mãos do promotor que denunciou a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, Alberto Nisman. A promotora argentina Viviana Fein, que investiga a causa da morte de Nisman, explicou que a autópsia indicava que o promotor teria se matado, porque não houve ?intervenção de terceiros?, mas ela não descartou a possibilidade de suicídio induzido.

Segundo o jornal argentino La Nación, outro dado que coloca em dúvida a hipótese de suicídio foi a descoberta de um bilhete escrito por Nisman para a empregada com a lista de compras que ela deveria fazer na segunda-feira.

De acordo com relatos preliminares, o promotor deu um tiro na cabeça com uma pistola calibre 22, horas antes de apresentar no Congresso detalhes sobre sua investigação, na qual acusa Cristina de acobertar a participação de iranianos no atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em 1994.

A presidente Cristina Kirchner voltou a comentar no Facebook nesta terça-feira, 20, a morte do promotor. Em sua página oficial, ela repetiu a frase publicada no dia anterior, na qual dizia que a denúncia de Nisman contra ela buscava ?desviar, mentir, encobrir e confundir?.

Manifestantes atenderam à convocação das redes sociais e saíram às ruas na segunda-feira nas províncias de Beunos Aires, Tucumán, Mendoza, Rosario, Salta e Córdoba para exigir esclarecimentos sobre a morte do promotor e expressar consternação com um dos episódios de maior gravidade institucional ocorridos na última década na Argentina.