Grave crise

Oposição no Congresso aposta em 'sangramento' de Dilma

Oposição no Congresso aposta em desgaste de Dilma com a crise

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Enquanto aguarda definição da bancada peemedebista, que se divide entre o flerte com o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a permanência na base aliada de sustentação ao governo, a oposição aposta no sangramento político de Dilma. Trata-se do movimento para desestabilizá-la, sobretudo após o anúncio do arrocho fiscal da equipe econômica.

A oposição insistirá no debate do retorno do famigerado imposto do cheque, a CPMF, e da instabilidade da política econômica, especialmente após o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, que o põe como mau pagador no mercado financeiro.

Acredita-se que dificilmente o processo terá início neste ano. Por isso, os oposicionistas defendem o aumento das críticas ao governo, não dando trégua a Dilma – que anda preocupada com a movimentação de seus opositores.

"A ideia é não poupar o governo, em nenhum dia", resume o líder do Democratas, Mendonça Filho (PE). Segundo ele, o crescimento da inflação e do desemprego pressionará ainda mais a presidente Dilma. Mendonça deseja o povo na rua, protestando com frequência contra os desmantelos do governo.

Com a base aliada esfacelada, Dilma não consegue reagir. Parece inerte à crise que assola o Brasil, insistindo em transferir a responsabilidade para o Congresso, segundo avaliação até de parlamentares da sua base de sustentação. Nos corredores da Câmara e do Senado, diz-se que o Palácio do Planalto nem precisa de oposição. "As trapalhadas (de Dilma) são a maior oposição", avalia um deputado petista, sob condição de anonimato. Nesta quarta-feira (16), o senador Walter Pinheiro (PT-BA) subiu o tom em relação ao pacote fiscal do governo, que pune a população com criação de novos impostos.

Atabalhoada, Dilma tenta levar seu mandato até 2018. Ninguém crava se ela conseguirá. Mas uma coisa é certa, segundo seus adversários: a pressão está só começando.

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