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Nível de água do Sistema Cantareira cai e atinge marca de 8,9%

Em sete dias, o reservatório já perdeu 1,2 pontos percentuais de sua capacidade

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A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou neste domingo (11) que o volume de água do Sistema Cantareira caiu para 8,9% de sua capacidade. Ontem o nível estava em 9,1%. O Sistema Cantareira se encontra hoje com 61,5% da sua capacidade.

Nos últimos sete dias, o reservatório perdeu 1,2 pontos percentuais de sua capacidade. A Sabesp afirma que nunca choveu tão pouco desde 1930. O mês de janeiro, por exemplo, teve 87,8 milímetros de precipitação, o que significou o pior índice em 84 anos – a média histórica para o mês é de 260 milímetros. Em maio a média histórica é de 83,2 milímetros, mas nestes primeiros dias do mês houve apenas 0,6 milímetro de chuva.

As seis represas que compõem o Sistema Cantareira abastecem a zona norte de São Paulo e parte da zona oeste, zona leste e zona sul, além de 12 municípios da região metropolitana. O atendimento chega a 9,8 milhões de pessoas.

Nesta quinta (8), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que a água do volume morto do Sistema Cantareira deve começar a ser utilizada pela Sabesp no dia 15 de maio. O volume morto é um reservatório que abriga 400 milhões de metros cúbicos de água. O reservatório nunca foi utilizado, mas o governo estadual realizou obras para conseguir bombear a água após o nível do Sistema Cantareira atingir os índices mais baixos da história.

A Sabesp faz um serviço emergencial desde o dia 17 de março para retirar água do fundo dos reservatórios do Cantareira. Segundo a companhia, o “volume morto” poderá abastecer a Grande São Paulo por quatro meses e deve começar a ser usado entre julho e agosto. A obra está orçada em R$ 80 milhões e vai tornar útil uma reserva de 300 bilhões de litros de água que fica abaixo do nível das comportas.

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