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Na Espanha, Rato vai para a cadeia por fraude e corrupção

Ele foi vice-presidente e ministro de José Maria Aznar (PP)

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A polícia espanhola prendeu em Madri nesta quinta-feira (16) Rodrigo Rato, ex-vice-presidente do governo da Espanha durante o mandato de José María Aznar (PP), entre 1996 a 2004. Rato é acusado dos crimes de fraude, lavagem de dinheiro (que na Espanha chamam de "branqueamento de capitais") e ocultação de bens.

Rato foi preso em sua casa às 16h30 (hora local), no bairro madrileno de Salamanca, tendo saído sem algemas, acompanhado por vários elementos da polícia. Ele foi vice-presidente e ministro da Economia de vários governos de José Maria Aznar, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional e filiado no Partido Popular.

Segundo o jornal El País, apesar de não ter saído de casa algemado, o agente que introduziu Rodrigo Rato dentro da viatura policial, colocou-lhe a mão na cabeça acompanhando a sua entrada no carro, como é usual ser feito na prisão de delinquentes. Populares gritaram "desavergonhado!", ao presenciarem a cena.

A polícia também apreendeu quatro caixas de documentos, e também cumpriram mandado de busca no escritório do político na rua Castelló.

Rodrigo Rato, que foi igualmente presidente do banco Bankia – nacionalizado em 2012 depois de um processo que quase culminou em falência – aderiu à anistia fiscal lançada em 2012 pelo governo atual do correligionário Mariano Rajoy. Diversas vezes a imprensa espanhola relatou dúvidas sobre a inclusão de Rodrigo Rato no grupo de 705 pessoas que estavam a ser investigadas por presumível "lavagem de dinheiro", embora o político tenha evitado falar publicamente sobre o assunto.