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MP denuncia Renan por improbidade administrativa

Renúncia em 2007 da presidência do Senado volta a assombrar Calheiros

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O Ministério Público Federal em Brasília denunciou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por improbidade administrativa na 14ª Vara Federal do Distrito Federal (DF), no último dia 2. O senador teria recebido propina da Mendes Junior através da elaboração de emendas parlamentares que beneficiavam a empreiteira.

Os procuradores acusam Renan de enriquecer ilicitamente, de ter evolução patrimonial incompatível com o cargo e de forjar documentos para comprovar que tinha dinheiro para bancar despesas pagas, segundo a denúncia, pela construtora Mendes Júnior.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, que teve acesso com exclusividade à ação, os procuradores pedem à Justiça que Renan, a Mendes Júnior e o lobista Cláudio Gontijo sejam tratados a partir de agora como réus. A Procuradoria da República também recomenda a perda do mandato do senador em caso de condenação.

Além disso, a ação afirma que Renan teve despesas de um “relacionamento extraconjugal” com a jornalista Mônica Veloso pagas pela empresa na sua primeira passagem pelo comando da Casa (2005-2007). À época, o parlamentar renunciou à presidência do Senado para evitar a cassação após ser alvo de uma série de acusações, entre elas a de ter tido despesas pessoais pagas por Cláudio Gontijo, lobista da Mendes Junior.

Segundo o MP, o presidente do Senado também não conseguiu comprovar como pagou uma dívida de R$ 100 mil referente à pensão alimentícia para a filha, combinada com Mônica Veloso.

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