Propaganda Mentirosa

Ministério Público pede suspensão de propaganda da Copa

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O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) pediu a suspensão da campanha de marketing referente à Copa do Mundo. A promotoria justifica o pedido alegando que ?Além de (a propaganda) não condizer com a verdade, o conteúdo publicitário da atual campanha atinge o inconsciente coletivo com mensagens de que o governo federal cumpriu o prometido?.

Para o MP, a campanha do governo vem anunciando que o torneio trará grandes benefícios aos brasileiros, em função de investimentos públicos que teriam sido realizados na infraestrutura urbana e nos serviços públicos, benefícios que, segundo a narrativa oficial, serão permanentes.

Entretanto, justifica, “essa não é a realidade que se verifica”.  O MP usou como base notícias divulgadas pela imprensa denunciando que vários empreendimentos projetados para os aeroportos, o transporte público e o trânsito foram cancelados ou substituídos por outros de menor impacto e, ainda assim, não serão concluídos a tempo.  “A situação evidencia os efeitos da desorganização, da falta de planejamento, da incompetência em executar o que se planejou quanto à infraestrutura e aos serviços voltados à realização da Copa” alega o MP.

O órgão ainda destaca que o Brasil teve ?tempo suficiente para executar planos de investimento que efetivamente investissem e corrigissem as mazelas da infraestrutura e dos serviços públicos, principalmente nas cidades-sede. No entanto, segundo levantamento realizado pelo jornal Folha de São Paulo no início deste mês de maio, o país tinha concluído menos da metade daquilo que se comprometeu fazer?.

Na ação, o MPF/GO requereu a concessão de medida liminar que determine a imediata suspensão da campanha publicitária em todos os veículos de comunicação e proíba o governo federal de realizar outras campanhas publicitárias sobre a Copa que não tenham caráter educativo, informativo ou de orientação social. Além disso, requereu, ainda, a aplicação de multa diária de R$ 5 milhões à União e de multa diária pessoal de R$ 1 milhão aos agentes do governo, no caso de retardamento no cumprimento da decisão.

 

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