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Militância expulsa gays conservadores de Parada LGBT, nos EUA

Organizadores dizem ter o direito de excluir membros da comunidade 'queer' que não compactuam com agenda à esquerda.

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Tão bem quanto a corrupção, a intolerância trilha uma via de mão dupla — à esquerda e à direita.
 
Nos Estados Unidos, dois homens acusam a militância do grupo "Charlotte Pride" de tê-los negado a participação numa parada de visibilidade a LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e trans*).
 
"Tenho orgulho do meu país, do presidente [Donald Trump] e, até pouco tempo, da minha comunidade", declarou Brian Talbert ao canal conservador Fox News. "Não acho que eu deveria ser vilanizado por me orgulhar do presidente em que votei, como um cidadão americano", disse. 
 
À emissora de tevê, Talbert contou que havia enviado um pedido para participar da "Charlotte Pride Parade" antes de receber um "não". O objetivo era, segundo ele, mostrar que, apesar da grande parcela de ignorantes, "nem todos os eleitores do presidente" norte-americano fazem parte do grupo neozista que apoiou a candidatura do republicano anti-establishment e, posteriormente, de Marine Le Pen, na corrida presidencial da França. 
 
"Teria sido bacana mostrar que não somos racistas, intolerantes, misóginos… Queríamos mostrar que somos americanos e celebrar o orgulho gay", explicou. "A atitude [da Charlotte Pride] é hipócrita, considerando que eles alegam pregar a tolerância e aceitação", completou.
 
Em nota à imprensa norte-americana, os organizadores do evento afirmaram reservar a si o direito de rejeitar a presença de grupos ou pessoas que não refletem à missão, visão e aos valores da organização: "No passado, já havíamos recusado a participação de outras entidades que compactuavam com estâncias anti-LGBTQ de grupos religiosos ou politicos". 
 
Talbert revela planos de levar a ocorrência discriminatória à justiça. Para arrecadar fundos, ele criou, na internet, uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo), no site "Deplorable Pride". O nome da página faz referência ao "Deploraball", um baile de apoio ao presidente Donald Trump que reune, em Washington, membros da nova direita ianque, ligada nacionalistas brancos e neonazistas.
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