Economia

Mercado sobe estimativa de inflação para 2016 e vê queda maior do PIB

Expectativa para o IPCA deste ano avançou de 7,61% para 7,62%.

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As previsões para a economia brasileira neste ano não param de piorar. Pesquisa feita com mais de 100 instituições financeiras na semana passada mostra que cresceram as estimativas para a inflação, enquanto a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) voltou a cair. As informações são do relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central.

Para 2016, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu de 7,61% para 7,62%, o oitavo aumento seguido. Com isso, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas do ano que vem e bem distante do objetivo central de 4,5%.

Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação permaneceu estável em 6% – exatamente no teto do regime de metas para o período, e também longe da meta central de 4,5%.

O IPCA ganhou força no início de 2016, chegando a 1,27% em janeiro – maior taxa mensal para janeiro desde 2003, quando atingiu 2,25%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 10,71%.

 

Taxas de juros

O aumento das expectativas dos analistas das instituições financeiras para a inflação aconteceu com mais intensidade após o Banco Central manter a taxa básica de juros estável em 14,25% ao ano – o maior patamar em quase dez anos – em meados de janeiro.

 

Produto Interno Bruto

Para o PIB de 2016, o mercado financeiro passou a prever uma contração de 3,4% na semana passada, contra uma retração de 3,33% estimada na semana anterior. Foi a quinta piora seguida do indicador.

 

Taxa de juros

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa básica da economia no final deste ano em 14,25% ao ano – atual patamar da taxa Selic. Isso quer dizer que os analistas continuam não acreditando em uma nova alta dos juros no decorrer de 2016.

 

Câmbio, balança e investimentos

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 4,38 para R$ 4,36. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar permaneceu em R$ 4,40.

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