CPI da Petrobras

Meirelles diz estar disposto a fazer acareação com Youssef

Os dois foram condenados, mas divergem em relação a acusação

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O empresário Leonardo Meirelles se disse disposto a participar de uma acareação com o doleiro Alberto Youssef na CPI da Petrobras.

Os dois foram sócios na empresa Labogem, usada para enviar dinheiro para o exterior por meio de operações fictícias de importação, dinheiro depois usado para o pagamento de propina na Petrobras.

Os dois foram condenados por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, mas divergem em relação a detalhes da acusação. Meirelles afirmou no depoimento que Youssef está escondendo bens da justiça e disse ter se oferecido para uma acareação, pedido negado pelo juiz Sérgio Moro, da 13 Vara da Justiça Federal de Curitiba (PR) – onde tramitam os processos relativos à Operação Lava Jato na primeira instância.

Durante o depoimento de Meirelles, vários deputados questionaram a veracidade das informações prestadas pelo doleiro, um dos principais delatores da Operação Lava Jato – junto com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

“Não é estranho o senhor ter se oferecido a participar de uma acareação e o juiz ter negado?”, perguntou o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).

Segundo o relator, Youssef já quebrou acordo de delação premiada feito com a Justiça antes da Operação Lava Jato. “No caso das fraudes no Banestado, ele se comprometeu a não voltar mais ao mercado de câmbio e não cumpriu”, disse.

A reunião continua no plenário 13. (Agência Câmara)

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