Lava Jato

Marqueteiro diz em carta que o clima no Brasil é de perseguição

Ele deixou a campanha de reeleição do presidente dominicano

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O publicitário João Santana mencionou, em carta, o “clima de perseguição” que ele diz existir no Brasil, ao se desligar nesta segunda-feira (22) da campanha eleitoral de Danilo Medina, candidato à reeleição na República Dominicana.

Em carta encaminhada ao comitê do Partido de La Liberacion Dominicana (PLD), Santana disse que se desligou da campanha para retornar ao Brasil para se defender de “acusações infundadas” das autoridades brasileiras. 

Na carta, Santana também disse que acordou com a notícia de que teve seu nome ligado à investigação da Lava Jato:  “Conhecendo o clima de perseguição que se vive hoje em dia em meu país, não posso dizer que fiquei surpreso, mas, mesmo assim é difícil de acreditar”, disse.

Santana e Dilma na campanha de 2014.Santana, a  mulher, Mônica Moura, e outros investigados na 23ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira, tiveram prisão decretada pelo juiz federal Sérgio Moro. 

Na carta, Santana declarou que, desde a semana passada, colocou-se à disposição das autoridades brasileiras para esclarecer “qualquer especulação”. Além disso, o publicitário declarou que vai prestar as informações necessárias para “estabelecer a verdade dos fatos”.

De acordo com a defesa do publicitário, Santana e Mônica Moura vão se entregar à Polícia Federal assim que desembarcarem no Brasil.  Eles estão na República Dominicana e devem chegar nas próximas horas.

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