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Campanha de 2014

Marqueteira conta que cobrou Dilma por atrasos no pagamento por caixa 2

O valor do pagamento de R$ 105 milhões foi acertado com Guido Mantega, o 'Laticínio'

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A marqueteira Mônica Moura relatou em depoimento que ela e seu marido, João Santana, tiveram que cobrar diretamente a ex-presidente Dilma Rousseff por atrasos no pagamento por caixa dois, relacionado à campanha eleitoral de 2014.

Segundo Mônica, Dilma teria prometido que não ocorreriam mais atrasos, como ocorreu na eleição de 2010.

A ex-presidente disse para Santana que não confiaria ao tesoureiro João Vaccari os repasses, “Isso para evitar o que ocorrera na primeira eleição, quando soube que parte do dinheiro destinado para o marketing fora transferido para um pagamento insólito e inesperado” Isso para evitar o que ocorrera na primeira eleição, quando soube que parte do dinheiro destinado para o marketing fora transferido para um pagamento insólito e inesperado’.

Mônica relatou que recebeu um telefonema do chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, informando que Guido Mantega iria cuidar do caso. A marqueteira contou que ela e seu marido apelidaram o ex-ministro de “Laticínio”, sendo um trocadilho a palavra manteiga. Ainda segundo o relato, em reuniões na residência oficial do ministro, foi acertado o valor de R$ 105 milhões, sendo que R$ 35 milhões seriam pagos por fora, e ficaram a cargo da Odebrecht.

A marqueteira negociou o pagamento com dois executivos da empreiteira, entretanto, como a Odebrecht já era alvo da Operação Lava Jato, o casal só recebeu R$ 10 milhões por fora.

Em busca dos R$ 25 milhões restantes, Mônica conta que cobrou Dilma durante intervalos de gravações de pronunciamentos oficiais no Palácio da Alvorada, que eram dirigidos por João Santana “A presidente sempre se dizia disposta a ajudar e, desde o início, tinha pleno conhecimento de que a Odebrecht ficara responsável pelo pagamento, não oficial De R$ 35 milhões”.

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