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Manifestação em SP

Manifestação em São Paulo tem pedidos de 'Fora Cunha'

PM prendeu manifestantes com máscaras, soco inglês, faca...

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Com um número menor de manifestantes do que o ato do último domingo, 4,  grupos voltaram às ruas de São Paulo nesta tarde, 11, para pedir o "Fora Temer" e também o "Fora Cunha".  A manifestação fez parte da agenda eleitoral de dois candidatos à prefeitura da capital paulista: da deputada federal Luiza Erundina (PSOL) e do prefeito Fernando Haddad (PT).

O ato, convocado pela Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, se concentrou durante a tarde em frente ao vão do Masp, na Avenida Paulista, e seguiu em direção ao Monumento às Bandeiras, na região do Parque do Ibirapuera.  De acordo com os organizadores , 50 mil pessoas participaram da marcha, que ainda reivindicou novas eleições presidenciais no País. A Polícia Militar não fez estimativa do número de participantes.

O pedido de "Fora Cunha"  ganhou força neste domingo, nos cartazes e nos gritos dos manifestantes – está marcada para esta segunda-feira a sessão que vai decidir se o deputado afastado terá o mandato cassado. A deputada federal e candidata a prefeita Luiza Erundina chamou o ex-presidente da Câmara de "o grande golpista é grande traidor" e afirmou que ele irá perder o mandato. "Pode começar a chorar", disse. Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos engrossou o coro contra o peemedebista. "Hoje também é o momento de falar 'Fora Cunha', este bandido. Queremos ver ele chorar é na cadeia", comentou.

Presos. A manifestação começou pacífica, com um carro de som e batucadas, na Avenida Paulista. Na saída do ato, entretanto, a Polícia Militar prendeu três manifestantes.  De acordo com a PM, eles estavam com máscaras, soco inglês, bola de gude,  faca e triturador de maconha nas mochilas. A irmã de uma das detidas afirmou que o grupo estava fazendo uma intervenção artística quando foi alvo de ação truculenta dos policiais.

"A gente tava num grupo, a fotógrafa da Folha tirou uma foto nossa, mas fomos falar com ela, porque não queremos sair nessa imprensa manipuladora. A PM pediu para revistar bolsas, o RG, mas eu intervi porque eles não podiam tratar a menina assim. Era um policial homem. Levaram ela, que é menor de idade. Eles empurraram ela", disse a manifestante que se identificou como Karina, 19 anos.

O protesto começou às 14h,  com a presença de bandeiras de movimentos sociais e organizações, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Quando gritavam, alguns transeuntes e ciclistas acompanhavam, espontaneamente, o coro do "Fora Temer". Além de Erundina e Haddad, também estavam presentes no ato o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o ex-senador Eduardo Suplicy (PT) e o senador Lindbergh Farias.

Segundo Erundina, é impossível desassociar a eleição municipal da pauta nacional. "(O impeachment) é  a coisa principal da nossa luta. Nesta campanha não dá para separar as duas coisas, não dá para sair da rua e quando não derrubado o último golpista. É em São Paulo que a gente vai fortalecer esta resistência", disse.

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