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Lava Jato

Líder do PT ataca investigadores e insinua interesse partidário

Petista acusa 'esforço desmedido' para atingir Dilma e Lula

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O líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence (BA), criticou a decisão do juiz federal Sergio Moro de decretar a prisão do publicitário João Santana, na 23ª fase da Operação Lava Jato.  “É obvio que a decretação da prisão de João Santana é um exagero, é obvio que há ilegalidade”, disse Florence.
João Santana foi o responsável pelas campanhas de Dilma Rousseff em 2010 e em 2014 e do ex-presidente Lula, em 2006.

Afonso Florence ainda insinuou interesse partidário na Operação Lava Jato: "tem gente vestindo a camisa do PSDB, quando passou num concurso para agir em nome do Estado. E está agindo em nome de interesses políticos específicos”.

Deputado Afonso Florence.Ele também afirmou que “há um esforço desmedido e ilegal de agentes públicos para atingir o mandato da presidenta Dilma, a imagem pública, a pessoa do presidente Lula."

No caso do ex-presidente, diz o líder do PT, não há nada além de busca malograda de pistas. "Se não fosse trágico para a democracia e para o patrimônio político brasileiros, seria cômico, porque é a perseguição do insucesso que tem sido feito por alguns agentes públicos”, afirmou.

Ele ainda disse que “quando há denúncias em delações premiadas na Lava Jato contra pessoas de partidos de oposição como o PSDB ou o DEM, são mantidas em sigilo e só divulgadas quando arquivadas”, citando as denúncias contra o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já falecido, e o senador Aécio Neves (MG). Porém, disse o deputado, quando as denúncias são contra o PT, “são vazadas sem que sejam feitas investigações e sem que haja comprovação”.

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