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Guerrilha do Araguaia

Justiça ordena devassa em hospital de Brasília à procura de ossadas

Multa diária de R$10 mil pela demora já está em R$47 milhões

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O necrotério do Hospital Universitário, da Universidade de Brasília (UnB), passará por devassa para a identificação de restos mortais dos desaparecidos do Araguaia. A determinação é da juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal.

Desde 1991 quando teve início a busca, somente dois corpos foram identificados. 

Uma decisão judicial determina que o Estado devolva os corpos dos desaparecidos às famílias, sob pena de indenização de R$ 10 mil por dia. O problema é que esse valor já está acumulado em R$47 milhões.

Há cerca de dois anos, duas dessas ossadas desapareceram e corpos de crianças foram colocados no lugar. Suspeita-se que fossem dos guerrilheiros João Carlos Haas Sobrinho, o “Dr. Juca”, e Libero Giancarlo Castiglia, codinome Joca. 

Os familiares das vítimas sempre alegam o direito de enterrar seus familiares, mas há denúncias no HUB do desaparecimento de restos mortais desses guerrilheiros, como forma de inviabilizar a devolução e aumentar o valor da multa milionária.

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