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Falso assalto

Justiça apreende passaportes de nadadores mentirosos, mas Lochte já 'vazou''

Lochte pega o avião antes de o seu passaporte ser apreendido

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Com ordem judicial de apreender os passaportes, a polícia do Rio de Janeiro não encontrou em seus quartos os nadadores americanos que mentiram sobre um "assalto" de que teriam sido vítima por bandidos disfarçados de policiais. O principal deles, Ryan Lochte, medalhista olímpico, deixou o País antes de que a polícia o alcançasse.

Os investigadores, que não descartam qualquer hipótese, investiga se os nadadores americanos – entre os quais o medalhista Ryan Lochte – mentiram. Imagens de câmeras de segurança mostram os três rapazes retornando à Vila pelas 6h da manhã, demonstrando bom humor e mostrando pertences pessoais, como celulares e relógios de pulso, após ter ocorrido o suposto assalto. Eles disseram à imprensa americana que foram assaltados por bandidos disfarçados de policiais.

A versão mais frequente, compartulhada por policiais nas redes sociais, é Ryan Lochte e seus amigos estavam numa farra, provavelmente com mulheres, e inventaram a história do assalto para não dar problema com a namorada do medalhista, hospedada no hotel Grand Mercure, na Barra da Tijuca.

Ryan não deixou a festa na Casa França pelas 4h da madrugada, como afirmou, para em seguida ser roubado por um policial de distintivo em local "incerto". Os três deixaram a festa perto das 6h e quarenta minutos depois chegariam à Vila Olímpica, como confirmam as imagens das câmeras de segurança. Confrontado com a própria história, os nadadores afirmam que estavam bêbabos e por isso não teriam condições de reconhecer os supostos bandidos.

A notícia do suposto assalto levou o Comitê Olímpico Brasileiro pedir desculpas à delegação americana. Apesar das evidências de mentira, Ryan Lochte ainda concede entrevistas reforçando sua versão da história inverossímil de um assaltante gentil que deixou com as vítimas relógios e celulares, objetos de desejo de criminosos do gênero.

Confirmada a mentira, os nadadores estão sujeitos a pocesso por falsa comunicação de crime, mas também podem – ou deveriam – sofrer algum tipo de punição no âmbito do Comitê Olímpico Internacional (COI).