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José Dirceu não sabe como explicar sua situação à filha de 7 anos

Menina não foi à escola nas últimas horas de liberdade do pai

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A poucas horas de se entregar à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, a maior preocupação do ex-ministro José Dirceu é como explicar a situação para a filha mais nova, Maria Antônia, de 7 anos.

Hoje cedo ele conversou com a menina, que inclusive não foi hoje à escola. O deputado distrital Chico Vigilante (PT), que tomou café da manhã com o ex-minstro, confirmou: 'O cuidado maior que ele tem é com a menina, porque, para a família, isso já era esperado”, disse ele ao deixar o prédio onde Dirceu mora, no Sudoeste, bairro região de classe média de Brasília.

O ex-ministro aproveitou o início da manhã para revisar alguns capítulos do livro que finaliza e está “absolutamente sereno”, porém “indignado", segundo Vigilante. 

A ordem para que Dirceu se entregue foi dada pela juíza substituta do titular Sérgio Moro, que está fora do país. Ela determinou a execução provisória da condenação de Dirceu a 30 anos e nove meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, no âmbito da Operação Lava Jato.

A prisão do ex-ministro foi determinada após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) rejeitar, no início da tarde dessa quinta-feira (17), o último recurso de Dirceu contra a condenação na segunda instância da Justiça. Ainda cabe recurso às instâncias superiores.

Além de negar o recurso, a Quarta Seção do TRF4 determinou a imediata comunicação à 13ª Vara Federal para que fosse determinada a prisão, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal que autoriza a execução da pena após o fim dos recursos na segunda instância.

Dirceu foi condenado por Moro a 20 anos e 10 meses de prisão em maio de 2016. Em setembro do ano passado, o TRF4 aumentou a pena para 30 anos e nove meses. A pena foi agravada devido ao fato de o ex-ministro já ter sido condenado por corrupção na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

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