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Janot rebate Lula sobre 'pacto diabólico': “Não sou religioso”

À jornalistas, o PGR também defendeu o fim do foro privilegiado

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta sexta-feira, 11, que não é “religioso” ao rebater as críticas feitas pelo ex-presidente Lula que disse na quinta, 10, que disse ser vítima de um "um pacto quase diabólico entre a mídia, a Polícia Federal, o Ministério Público e o juiz que está apurando todo esse processo".

"Nós vivemos num país livre em que o direito de crítica e manifestação é assegurado na Constituição. Ele [Lula] tem todo o direito de externar crítica", enfatizou Janot. "O que posso dizer é que eu não sou religioso”, completou. 

Janot participou na manhã desta sexta de um café da manhã com jornalistas para fazer um balanço sobre o trabalho realizado pela Procuradoria Geral da República nos últimos três anos.

O PGR também sugeriu preocupação com propostas que tramitam no Congresso e que podem ter o objetivo de barrar a Lava Jato. Ele comparou a situação brasileira à da Itália, onde a operação Mãos Limpas – considerada semelhante à Lava Jato – sofreu ataques dos parlamentares investigados.

Segundo Janot, na Itália houve medidas legislativas para anular provas provenientes do exterior, a criação de uma lei de abuso de autoridade e de outra para suspender a tramitação de processos em curso envolvendo políticos eleitos.

O procurador-geral ainda lembrou que há mais de 22 mil autoridades no país com prerrogativa de foro privilegiado e defendeu o fim do benefício, além de mudanças no sistema recursal, para evitar que processos sejam protelados.

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