Feijão subiu 41,78%

Inflação oficial desacelera, mas acumula alta de 8,84% em 12 meses

Em junho, IPCA subiu 0,35%, menor taxa desde agosto de 2015

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A inflação oficial do país perdeu força no mês de junho após forte aceleração em maio (0,78%). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), caiu 0,43 ponto percentual no mês de junho em relação a maio e registrou 0,35%.

Com a desaceleração, o IPCA fechou o primeiro semestre do ano com alta acumulada de 4,42%, resultado abaixo dos 6,17% registrados nos primeiros seis meses do ano passado. A variação de junho (0,35%) é a menor desde agosto do ano passado (0,22%).

Nos últimos doze meses (taxa anualizada), o IPCA fechou os com alta acumulada de 8,84%, resultado 0,48 ponto percentual abaixo dos 9,32% dos doze meses imediatamente anteriores. Em junho de 2015,o IPCA registrou variação 0,79%.

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram desaceleração de preços, na passagem de maio para junho. Apenas transportes, que fechou com desaceleração de 0,53%, mas ainda assim com queda menos intensa do que em maio, e comunicação (0,04%) apresentaram resultados superiores aos de maio.

O item Alimentos e Bebidas, apesar de ter reduzido a variação em comparação a maio (0,71%), ainda foi responsável por 0,18 ponto porcentual (p.p.) do IPCA, a maior contribuição entre os grupos. 

O feijão está bem mais caro em todas suas variedades, mas vale destacar o feijão-carioca, cujo preço do quilo subiu 41,78%, contribuindo com 0,11 p.p. do índice.

"O feijão-carioca é o mais consumido no País. Não tem em outro lugar, não dá para importar. Tem se importado o feijão preto", afirma Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.