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Farmoquímicos puxam alta

Indústria brasileira cresce 5,3% e tem maior alta desde 2013, diz IBGE

Setores farmoquímicos e farmacêuticos (20,3%) e de bebidas (4,8%) puxaram alta

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A produção industrial subiu 0,2% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta terça-feira, 5, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em relação a outubro de 2016, a produção subiu 5,30%, o que representa a alta mais acentuada desde abril de 2013, quando a indústria tinha registrado expansão de 9,8%.

"A base de comparação baixa ajuda a entender a magnitude de alta e a disseminação do aumento na produção entre as atividades pesquisadas", lembrou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. "O efeito calendário também ajuda. Outubro deste ano teve um dia útil a mais que outubro de 2016", acrescentou.

De janeiro a outubro deste ano, a indústria teve alta de 1,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 1,50%.

Na passagem de setembro para outubro de 2017, houve taxas positivas em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 15 dos 24 ramos pesquisados.

Entre os setores, as principais influências positivas foram produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,3%) e bebidas (4,8%), com ambos revertendo os resultados negativos registrados no mês anterior: -19,7% e -0,7%, respectivamente. Outras contribuições positivas vieram de confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,3%), de metalurgia (1,6%), de máquinas e equipamentos (1,3%) e de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (3,8%).

Entre os nove ramos que reduziram a produção nesse mês, produtos alimentícios (-5,7%) obteve o desempenho de maior relevância para a média global, eliminando a expansão de 3,7% verificada em setembro. Outros impactos negativos importantes foram observados nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,2%).

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