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Guerrilha do Araguaia

Historiadora: ossadas não identificadas são uma farsa

Governo sabe onde estão ossadas do Araguaia, diz historiadora

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A historiadora Myrian Luiz Alves, que desde 1996 participa de expedições à procura restos mortais de guerrilheiros no Araguaia, diz que integrantes da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), da Presidência da República, sabem o paradeiro de ossadas que sumiram do Hospital Universitário de Brasília (HUB). “Isso é uma grande farsa”, diz ela, ex-militantes do PCdoB, partido que protagonizou a guerrilha do Araguaia.

Myrian acha que a Comissão e a SDH não identificam ossadas porque “luta contra ditadura” é assunto útil para a imagem do governo petista.

A suspeita é de roubo das ossadas de dois guerrilheiros, há dois anos, para forçar o aumento do valor da indenização a ser cobrada da União.

A Justiça fixou em 2003 multa diária para forçar o governo a achar as ossadas. Acumulada e corrigida, a multa soma hoje R$ 200 milhões. Leia mais na Coluna Cláudio Humberto