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DIÁLOGO NÃO AVANÇA

Greve de servidores paralisa todos os serviços Detran em Alagoas

Servidor cobra concurso, piso 28% maior e 15% de avanço no PCC

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Na semana que antecede as prévias e os festejos carnavalescos os servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) paralisaram todos os serviços, nesta quinta-feira (1º), dando início a uma greve por tempo indeterminado. A direção do órgão classificou a greve como “descabida e desproporcional”, considera que todos os serviços do órgão são essenciais e garantiu que as ações da Lei Seca não serão afetadas pela paralisação.

Os funcionários cobram o respeito à autonomia administrativa e financeira da autarquia estadual, ampliação de 28% no piso salarial, a realização de concurso público para pelo menos mais 210 vagas, bem como a implantação de um plano de cargos e carreiras (PCC) que garantiria 15% de progressão salarial, cobrada desde o início do governo de Renan Filho (PMDB).

Nenhum serviço funcionou hoje no Detran (Reprodução TV Gazeta)O Sindicato dos Servidores do Detran de Alagoas (Sisdal), Roberto Martins, afirma que a paralisação atinge a prestação de serviços na capital e no interior. E denuncia terceirizações de funcionários e o uso de R$ 1,2 milhão do Detran para construir um Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp).

"O governo tenta privatizar setores do Detran, como já tentou fazer com a vistoria. Temos Ciretran com dois funcionários e uma banca examinadora com 16 servidores, quando deveria ter 40. O concurso vai impedir as terceirizações crescentes no órgão. Cobramos a aprovação do nosso plano de cargos e carreiras desde 2015”, disse o sindicalista, ao Diário do Poder.

Martins disse que o sindicato enviou um ofício, pedindo que a direção do Detran indique quais serviços considerados essenciais devem ser mantidos no patamar mínimo de 30%. Mas obteve como resposta que todos os serviços são essenciais, informação contestada pelos servidores.

“Compreendemos, por exemplo, que a banca examinadora é essencial; que a junta médica é essencial; que deve ter o mínimo de funcionamento para atender a sociedade. Mas, o papel de dizer quais são esses setores cabe ao gestor. E, infelizmente, a direção do Detran não foi objetiva na identificação dos serviços", criticou, ao garantir ao portal Gazetaweb que a greve é legal, e que a Justiça poderia definir quais são os serviços essenciais a serem preservados.

LEI SECA REFORÇADA

Apesar da greve no Detran, a coordenação da Operação Lei Seca em Alagoas garantiu que as fiscalizações serão reforçadas no período carnavalesco em todo o Estado. As ações contam com efetivo do Batalhão da Políciamento de Trânsito da PM (BPTran) e, por isso, não haverá descontinuidade nas ações, mesmo sem a participação dos servidores grevistas do Detran.

O diretor-presidente do Detran de Alagoas divulgou a seguinte nota, por meio da assessoria de comunicação da autarquia:

O diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL), Antonio Carlos Gouveia, respeita o direito à livre expressão do quadro de funcionários do Detran/AL, mas reforça que a paralisação desta quinta-feira (01), se torna descabida e desproporcional, tendo em vista que as conquistas da categoria podem ser alcançadas através do diálogo.

A presidência solicita ao sindicato dos servidores do órgão, que reavalie a paralisação para não causar prejuízos aos usuários que desejam resolver pendências ligadas ao órgão, muito menos negar acesso às dependências das estruturas da autarquia, aos servidores e colaboradores que desejam exercer suas funções.

ATENDIMENTO AOS USUÁRIOS

Os usuários que possuem agendamentos de serviços e que por ventura da paralisação não sejam realizados,  a direção salienta que não será necessário pagar uma nova taxa do serviço e o atendimento será feito posteriormente, em caráter de urgência em uma nova data que será divulgada.  Em caso de dúvidas ou mais informações os usuários deverão acessar o site www.detran.al.gov.br.